Um idoso pode cuidar de outro?
- COOPTEC | Quem Ama Cuida
- 5 de mai.
- 3 min de leitura
O processo de envelhecimento é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no país alcançou 76,6 anos em 2023 — um marco que reflete avanços importantes nas condições de saúde, mas que também impõe novos desafios sociais, principalmente quando falamos sobre o cuidado com a população idosa.
Com famílias menores, menos filhos e rotinas cada vez mais exigentes, surge uma pergunta frequente: um idoso pode cuidar de outro?

O envelhecimento da população e os novos arranjos de cuidado
Com o aumento da longevidade, é cada vez mais comum vermos pessoas com mais de 60 anos, geralmente entre 60 e 75, cuidando de outros idosos, muitas vezes com mais de 80 anos. Essa situação, embora possível e até frequente, requer atenção, preparo e responsabilidade.

De acordo com a Cartilha Direitos Humanos das Pessoas Idosas, atualizada com as Leis nº 13.466/17 e nº 13.535/17, é essencial garantir que qualquer pessoa idosa seja tratada com respeito, dignidade e tenha preservado seu direito à autonomia, à convivência familiar e comunitária, e à proteção integral. Isso também vale para quem assume o papel de cuidador
O que considerar quando um idoso cuida de outro?
Um idoso pode, sim, cuidar de outro. Porém, para que essa relação de cuidado seja segura, saudável e eficaz, alguns cuidados são indispensáveis:
1. Conhecer os próprios limites
Mesmo com um envelhecimento ativo, o corpo passa por mudanças naturais. É importante avaliar a força física, a agilidade e a saúde mental do cuidador. Isso evita riscos tanto para quem cuida quanto para quem é cuidado.
2. Conversar com a família
A legislação brasileira, especialmente o Estatuto do Idoso, reforça que a responsabilidade de cuidar dos pais é dos filhos. Quando um cuidador é contratado (mesmo sendo outro idoso), é fundamental que haja diálogo com a família sobre as responsabilidades, para que o cuidado seja compartilhado e mais leve.
3. Ter equilíbrio emocional
O cuidado exige paciência e empatia, especialmente quando o idoso a ser cuidado apresenta sinais de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. O cuidador precisa estar emocionalmente preparado para lidar com situações difíceis sem levar tudo para o lado pessoal.

4. Manter uma alimentação saudável
Para cuidar bem, o cuidador também precisa estar bem nutrido. Evitar alimentos industrializados e apostar em uma dieta rica em vegetais, proteínas magras, frutas e grãos é essencial para manter energia e saúde.
5. Praticar atividades físicas
Cuidar exige disposição física. Caminhadas, alongamentos ou mesmo musculação leve, com orientação adequada, ajudam a manter o corpo em movimento e a mente mais ativa.
6. Ter uma vida equilibrada
Momentos de descanso, lazer, contato com a natureza e convívio social são importantes para a saúde do cuidador. Cuidar de alguém não deve significar abrir mão da própria vida.
O papel fundamental do cuidador
Seja jovem ou idoso, o cuidador é uma figura fundamental na vida de quem precisa de ajuda para realizar tarefas básicas, manter a rotina e ter qualidade de vida. Quando esse cuidador também é uma pessoa idosa, o cuidado deve ser redobrado — inclusive com ele próprio.
É fundamental que essa função seja exercida com apoio, orientação profissional e, sempre que possível, com suporte familiar.
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Referência:
IBGE. Expectativa de vida do brasileiro cresce para 76,6 anos.
Secretaria de Direitos Humanos. Cartilha Direitos Humanos das Pessoas Idosas (atualizada com as Leis nº 13.466/17 e nº 13.535/17).
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